Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Oliveirando em Azemeis

Oliveirando em Azemeis

Do Centenário da UDO (por Sara Almeida Silva)

31.10.22 | oliveirandoemazemeis

Na plataforma do facebook, no dia trinta de Outubro de dois mil e vinte e dois, pelas vinte e uma horas e quarenta e dois minutos, SARA ALMEIDA SILVA postou na sua pagina pessoal, a imagem abaixo, acompanhada do texto intitulado «Do Centenário da UDO»

Calma, calma…

não são odes ao meu facebook em AG

que me fazem estar em silêncio…

312388912_5730388520355554_2423348791165801329_n.j

O programa das comemorações do centenário da UDO, anunciado pelo clube, chegou hoje ao fim. Sem que tal sucedesse, seria imprudente comentar o que fosse sobre estas comemorações.

Em primeiro lugar, ainda bem que houve comemorações! Agradeço a todos aqueles que contribuíram para que tal acontecesse. Claro que, à semelhança de outras pessoas, gostava que estas comemorações tivessem sido pensadas com mais tempo, por uma comissão que, envolvendo pessoas dos órgãos sociais, também envolvesse outras pessoas com visões diferentes, sim, porque a visão “diferente” faz falta à Oliveirense, mas sobretudo porque, condizendo o Centenário com ano eleitoral, podia tornar-se curto o tempo para programar as comemorações. E sim, somos ambiciosos por cá e, portanto, queremos sempre mais e melhor. Queremos assinalar um marco histórico como este em grande, condizente com a grandiosidade que vemos na União Desportiva Oliveirense.

Antes que me digam que eu me “limitei” a ir ao jantar, terei que lembrar que há malta que trabalha e que não se pode dar ao luxo de vir todos os dias a casa, portanto, saltamos essa parte! 😊

Do conjunto de eventos que foram integrados no programa das comemorações, há duas coisas que eu gostava de comentar em detalhe: o Museu e, naturalmente, o jantar; e uma que me merece uma breve nota: o monumento/marco do centenário.

Relativamente ao “Museu” e confesso que me arrepia um bocadinho escrever a palavra, é evidentemente louvável que aquele espaço do pavilhão tenha sofrido obras de melhoramento e que agora possamos contemplar alguns dos troféus conquistados pelo clube. Isto é meritório e claramente uma melhoria em relação ao passado… Mas, convenhamos, quem batiza o espaço de Museu, nunca na vida foi a um Museu, certo? O espaço dos troféus da Oliveirense tem mérito, mas tem muito para melhorar.

O espaço não tem uma dinâmica expositiva, não há uma ordem de secção, uma ordem cronológica, qualquer enquadramento ou legenda. Se eu não tivesse pegado já naquela taça azul que se vê em frente à porta, nunca saberia que é a CERS do HP. Há lá um conjunto de taças que me deixaram curiosa, mas é impossível saber de que evento provêm. Na inauguração havia uma bola de futebol, no dia do jantar, já não. Não há camisola do HP (ou se há eu não descortinei). Aqui tenho, naturalmente, que lamentar que a Oliveirense não tenha conseguido fazer melhor (e não tire proveito da experiência profissional dos seus associados para fazer melhor).

Claro que esta sala dos troféus tem margem para ficar melhor, assim haja vontade.

Eu, pessoalmente, se estivesse à frente de algo assim, tornaria hábito que todas as equipas/atletas nas diferentes épocas fossem contribuindo para o engradecer do espólio do espaço que se quer museológico, mas não é, deixando uma camisola autografada por todos os intervenientes.

Nada a declarar sobre o apadrinhamento do espaço, mais do que justa a homenagem ao Comendador António da Silva Rodrigues.

Vejo, na ausência de uma exposição do Centenário, uma lacuna significativa do programa. Quando, há uns anos, levei a cabo, com a colaboração de muita gente, as conversas improváveis com a União Desportiva Oliveirense percebi que há um espólio enorme disperso na casa dos mais diversos Oliveirenses.

Depois, o notável jantar do Centenário. O Pavilhão foi de facto o melhor sítio para o evento, que certamente exigiu uma logística gritante. Desconhecia por completo que Ivo Costa fosse natural de Oliveira de Azeméis e, portanto, foi por isso uma boa surpresa. No geral o jantar em si foi digno, agradável (vá, tirando a parte em que estava a ficar tarde e eu estava a morrer de sono) e um momento histórico para cada um de nós que sente a Oliveirense. É um luxo, um privilégio estarmos cá neste centenário e não há, nem podia haver, qualquer divergência de opinião que nos levasse a ficar em casa. A União é muito mais do que qualquer um que, num dado momento, desempenhe um cargo ou função. A União era o único motivo para estarmos lá e, por isso, estivemos.

Sobre o jantar, primeiro, uma curiosidade minha, a da nomeação das mesas. Julgo que podia ter vindo acompanhada de um pequeno historial (no mínimo uma data), para enquadrar os nomes atribuídos. Mas isto sou eu que gosto sempre se saber mais! Acho que também seria uma brilhante homenagem se, nos próximos dias, o clube usasse as redes sociais para dar a conhecer os atletas (ou outros) que deram nome às mesas.

Coisas menos boas, a propósito do novo sócio número 1. O anterior sócio faleceu há algumas semanas e, julgo eu, seria bonito que a Oliveirense tivesse homenageado o seu falecido sócio convidando alguém da família a estar presente (pode ter convidado e terem recusado, mas a homenagem deveria ser feita na mesma) e, no mínimo, referindo o nome do senhor. A verdade é que foi pedido, pelo novo sócio nº1, um minuto de silêncio, mas o nome do sócio não foi referido, algo que julgo ser apenas da competência dos órgãos sociais.

Depois, houve uma estranha escolha nas homenagens. Claro que, nestas circunstâncias, achamos sempre que falta distinguir alguém, mas, por exemplo, não vi o Clube distinguir o Jornal Correio de Azeméis, o que me choca bastante. Houve alguma confusão entre presidentes de direção, outros órgãos sociais e secções que foram distinguidos e outros não, o que, honestamente, tenho dificuldade em compreender.

Gostava de ter visto neste centenário coisas que não vi, nomeadamente:

1 – Uma homenagem a Carlos Osório, Salvador Machado, Ápio Assunção e João Godinho. Se consideramos que estas pessoas foram tão representativas que merecem ter o seu nome associado aos espaços e torneios da UDO, então, a título póstumo, algum dos seus representantes deveria ter sido chamado e os seus feitos lembrados.

2 – Gostava que tivessem sido “escolhidos”, por votação (tipo nas redes sociais), os 11 ou 5 ou equivalente das modalidades da Oliveirense. Assim como me parece que há atletas e treinadores que têm marcos históricos no clube e que mereciam ser distinguidos.

3 – Teria sido bonito e sim, reconheço, trabalhoso, ver durante o jantar imagens históricas do clube ou até ir ouvindo curtas mensagens de ex jogadores da UDO. São eles que nos permitem fazer História. Também seria bonito que os primeiros jogadores de cada modalidade fossem recordados.

4 – Também senti falta que fossem distinguidos aqueles funcionários que eu sempre vi nos bancos da UDO – Sr. Zé Maria, o Sr. Zé (do pavilhão) e José França. Estas pessoas foram e são uns resistentes e deram muito ao clube e continuam a dar. Mereciam por isso uma nota de louvor. Pessoalmente, também me parece que as funcionárias da secretaria da oliveirense mereciam uma palavra neste Centenário. Não faço ideia quantos anos de casa têm, mas tenho a certeza que o trabalho que executam é feito com uma paixão desmesurada.

5 - O jantar da Oliveirense teria sido uma brilhante ocasião para abrir uma nova prática no clube e que eu acho lamentável ainda não ter sido “inaugurada”, especialmente no quadro em que queremos captar novos adeptos: A distinção dos associados por anos de casa. Pode ser algo básico, mas que demonstra que, para aquele clube, as pessoas contam!

Finalmente, uma breve nota sobre o marco na rotunda, para dizer que subscrevo a opinião dos que defendem a necessidade de estarem representadas todas as modalidades alguma vez praticadas na Oliveirense, optando por uma escala de cores diferente, por exemplo, mas se somos passado, presente e futuro, o passado merece muito ser lembrado para a posteridade, até porque o presente de ontem, hoje já é passado.

Respirem, isto não são ataques, são ideias e sugestões. São aquilo que eu gostava de ver neste clube. Temos muitos próximos aniversários e muitos dias até ao final do ano, para poder suprir algumas destas lacunas.

Ah, a propósito, subscrevo muito a necessidade da Oliveirense ter mais associados. Gostava muito de perceber a distribuição etária dos sócios e a distribuição por género. 1700 pessoas é muito pouco para um clube tão grande.

Arriscaria dizer que a maioria dos associados da Oliveirense tem mais de 55 anos. E, por isso mesmo, parece-me que a Oliveirense precisa de chegar aos mais jovens. Precisávamos de começar a ter práticas de envio de emails com a divulgação de atividades e eventos, precisávamos de começar a colocar nas redes sociais ou no site os produtos para venda (nem que numa fase inicial tivéssemos que ir pelo: encomenda por email e pagamento por transferência bancária). E sim, a sério que não lançamos, naquele jantar, merchandising oficial do Centenário?! Como não?!

Espero que o 110ª aniversário da Oliveirense possa ser marcado pela edição da história do clube até aos anos 2000. Os primeiros 45 foram escritos. Temos que continuar a construir a nossa memória coletiva!

Vá, se quiserem fazer prints peçam que eu envio o texto, são 3 páginas num word!!

União Sempre!!

 

E que gerou as reacçoes seguintes:

- Pelas vinte e um horas e cinquenta e um minutos, do dia trinta de Outubro de dois mil e vinte e dois CARLOS SILVA disse:

CarlosSilva.png

- Pelas vinte e duas horas e tres minutos, do dia trinta de Outubro de dois mil e vinte e dois MANUEL RAMOS disse: «...subscrevo!!!»

- Pelas vinte e duas horas e trinta e nove minutos, do dia trinta de Outubro de dois mil e vinte e dois CARLOS OSSELA disse:

CarlosOssela.png

- Pelas vinte e duas horas e quarenta e cinco minutos, do dia trinta de Outubro de dois mil e vinte e dois JOAO MIGUEL disse:

CarlosOssela.png

- Pelas vinte e tres horas e vinte e sete minutos, do dia trinta de Outubro de dois mil e vinte e dois CLAUDIO FERREIRA disse: «Subscrevo... 👍»

- Pelas vinte e tres horas e vinte e sete minutos, do dia trinta de Outubro de dois mil e vinte e dois CLAUDIO FERREIRA disse:

«👏👏👏»

- Pelas zero horas, do dia trinta e um de Outubro de dois mil e vinte e dois BRUNO SOARES disse: «Subscrevo e até vou mais longe! Julgo que este texto devia ser lido em voz alta já na próxima assembleia para que muitos dos assuntos pertinentes aqui mencionados merecessem ser verdadeiramente debatidos!»

- Pelas zero horas e cinquenta e sete minutos, do dia trinta e um de Outubro de dois mil e vinte e dois JOSE COELHO disse: «O site do clube atualizado também seria importante.»

- Pela uma hora e tres minutos, do dia trinta e um de Outubro de dois mil e vinte e dois ZE PAULO SILVA disse: «A última vez que comentei um post sobre a Oliveirense, nomeadamente sobre uma modalidade, fui proibido de entrar no pavilhão para acompanhar essa mesma modalidade (não me referi aos trabalhos que efetuei e nunca me foram pagos e nunca denunciei situações vergonhosas que presenciei), simplesmente me limitei a dar uma opinião sobre um jogo. Vou correr o risco de voltar a acontecer algo do género e voltar a sofrer represálias por parte de pessoas que de cultura desportiva têm ZERO! A Oliveirense tem gente muito capaz de fazer tudo isso que disseste e tu, tal como o Bruno Soares e mais uns quantos oliveirenses, são dotados de ferramentas e conhecimentos incríveis, que poderiam fazer do clube algo muito à frente... mas estão mesmo muito à frente! Em Oliveira de Azeméis, no que a desporto diz respeito, poucos, muito poucos são aqueles que conhecem mais realidades que eu... atrevo-me a dizer que apenas uma pessoa (Hermínio Loureiro) conhece MUITO MAIS realidades que eu. Isto apenas para dizer que vejo clubes de lugares e aldeias a trabalhar muito melhor e mais à frente que a Oliveirense... mas Oliveira de Azeméis tem a sorte de ter entre outros, o comendador António da Silva Rodrigues! Enquanto não for necessário o clube se reinventar para sobreviver, nada mudará!»

- Pelas sete horas e cinquenta e um minutos, do dia trinta e um de Outubro de dois mil e vinte e dois SOFIA GONÇALVES disse: «Gosto sempre tanto de ler as tuas palavras, Sara. E esta vez não é diferente a todas as outras. Uma vez mais vejo-me a concordar contigo, a assentir com a cabeça a cada nova frase. Só acrescento um pormenor, em relação ao recém “museu”, porque o mesmo realmente não segue nenhum padrão, ordem cronológica, memórias fotográficas que possam cativar à sua visita. Porque os troféus sempre estiveram lá expostos, no Salvador Machado, porque a divisão foi sempre a mesma, agora apenas iluminada e devidamente limpa e pintada. Ainda não o fui ver pessoalmente, também não me cativa para tal. Secalhar ainda lhe passo o olho quando for ver uma das modalidades. Mas para um clube centenário, esperava mais. Algo um pouco mais ambicioso, talvez um espaço ligeiramente maior, que demonstrasse a vontade em ter mais uns quantos, em mostrar mais uns quantos. Assim, parece apenas que estamos a contemplar o passado e, quando no futuro surgirem alguns, não vamos ter onde os colocar. Amassados entre os outros, talvez.»

 

Fernando Pêgas / Actualizado em 31-10-2022 às 13:06

1 comentário

Comentar post